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Deus está aqui, sempre.

Deus está aqui, sempre.

Depois de 28 anos, comecei a me aproximar e estudar as tradições religiosas do mundo. Isso ocorreu porque a ideia de que “o homem construía sua própria realidade” não mais encontrou ressonância dentro de mim, quando me dei conta de que outras forças atuavam, além das escolhas da minha personalidade.

Sem negar o mundo externo, que minha mente conhecia bem, me abri para outras percepções, mais sutis. Será que eu realmente fazia escolhas? Ou será que eu era “escolhida” para algumas vivências? De onde surgiam aquelas intuições inesperadas que me faziam mudar de rumo e que, com certeza, não vinham da mente? Que lugar era esse, dentro de mim?

Encontrei, nas diversas tradições religiosas, esse mesmo “espaço” interno onde parecia “habitar” o verdadeiro ser. Cada uma, por diferentes caminhos, chegava a esse mesmo ponto: da existência de uma “vida interna”, que nos transforma como pessoas e que ilumina o olhar.

Mas este tipo de experiência sutil nunca foi fácil de ser partilhada, apesar dos grandes exemplos que vemos nos livros sagrados. É como se a “vida comum” não pudesse conter experiências tão luminosas... Como se o ser humano precisasse percorrer um longo caminho para encontrar o real sentido na vida.

E de uns tempos para cá, comecei a refletir sobre a respiração, de uma forma mais profunda, pois todas as práticas meditativas sempre indicaram a “atenção à respiração” como um caminho para descobrir esse espaço interno. E refleti que, no momento em que nascemos, nosso primeiro ato foi “respirar” e será também o último de nossa vida na Terra. Todos nós, seres vivos deste planeta, compartilhamos esse “ar” que nunca se individualiza. Só isso nos coloca JUNTOS, quer queiramos ou não. Quais os limites da individualidade, se não vivo sem compartilhar esse meio comum? E todos os outros seres vivos, respiram comigo esse ar, que entra por nossos pulmões, circula por nossos corpos e nos mantém VIVOS. Estamos acostumados a esse “respirar”, sem precisar que o façamos com consciência. Mas quando o fazemos, quando damos atenção e, conscientemente, respiramos, parece que alguma coisa muda nossa percepção.

Só essa reflexão, silenciosa, essa tomada de consciência do ato mais simples que fazemos todo o tempo de nossas vidas, é suficiente para nos tornar mais humildes e mais atentos ao que VIVE em cada um de nós, em todos e em tudo. Nosso conceito de “separatividade” se esvazia e, ao mesmo tempo, percebemos que ainda somos uma individualidade, agora não mais guiada pela mente, pela personalidade, mas pela LUZ, pela água viva que nos habita.

Deus é LUZ. Deus é a VIDA. Deus é o AMOR. E é isso que flui e é eterno para todos os seres, independentemente de suas personalidades e suas condições. Assim como o ar está disponível para todos e também o Sol ilumina e aquece a todos, assim é a VIDA que flui para tudo e todos. Não importa se nossa percepção é ainda limitada...Deus ali está. É só nos conectarmos...

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